quarta-feira, 14 de setembro de 2011

É um lá e cá que vira trança.
Se corre, foge. Se chora, nada. Nada!
É bom esperar o amanhecer e ver qual o destinatário da aurora.
Se por aqui pousar, os terráqueos que se cuidem, sem horas e sem dores,
pois serei eu o maquinista do bonde.

João-de-Berro
(10.08.2011)
O sonho é breve,
se entrelaça com a vida e vira trança.
Sem pestanejar, diz 'Adeus',
mas no breve espaço de beijar
desembaraça dos sonhos e me alcança.

João-de-Berro
(22.08.2011)
Te(m)amo's

Temer pra quê?
Se a mesa já está posta
e a fartura já soou,
não há o que sustente a lágrima.
Não obstante, a ânsia é seu tempero.
Pra quê temer?
Temamos o medo.
Amemos a alma.

João-de-Berro
(07.09.2011)

terça-feira, 31 de maio de 2011

O último grão do mundo

Vivo num mundo

forrado de asfalto,

cercado de muro,

amparado de céu.

Vivo no mundo

A fome de Deus.


Vivo num mundo,

mas sei de Pasárgada

do Eldorado e da Vida.

(sobre) vivo no mundo.

a fome de Deus.


(sobre) Vivo num mundo

famélico dum Deus.

Pratos, talheres, copos:

"O chão está posto"

e a guerra anunciada

(sobre) vivo de deus

mas sei do último grão do mundo


João-de-Berro

(31.05.2011)

sábado, 13 de março de 2010

No ócio eu sou um só.
Na solidão eu sou dois.
E do ópio me torno mais valente!
E a poesia?
É do que eu sei viver.

João-de-Berro
(13.03.2010)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Será

A perda de um sonho,
é a perda do não ser.
E o que há de vir,
será!

João-de-Berro
(09.02.2010)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Poema Inverso

Te amo,
já é saudade.
E a vontade:
é de quem ama.
Te amo.

João-de-Berro
(29.01.2010)